
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março porque essa data se tornou símbolo de um marco histórico decisivo: em 1917, operárias russas saíram às ruas na chamada “Marcha das Mulheres de Petrogrado”, reivindicando pão, paz e melhores condições de trabalho. A mobilização ganhou força, impulsionou acontecimentos que culminariam na Revolução Russa e consolidou o 8 de março como referência internacional da luta feminina por direitos civis, políticos e trabalhistas. Décadas depois, em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou a data, reconhecendo-a como um momento global de reflexão, celebração e compromisso com a igualdade de gênero.
Mais do que um dia comemorativo, o 8 de março é um convite para reconhecer trajetórias que transformaram estruturas sociais e profissionais. No campo da criatividade, que abrange arquitetura, design e paisagismo, a presença feminina redefiniu linguagens, ampliou repertórios e trouxe novas sensibilidades aos ambientes que habitamos. Ao longo do tempo, mulheres desafiaram barreiras institucionais, culturais e acadêmicas para imprimir identidade, inovação e propósito em seus projetos, influenciando a forma como vivemos e nos relacionamos com os espaços.
1) Arinda da Cruz Sobral

Arinda ocupa lugar pioneiro nessa narrativa por ser a primeira mulher diplomada em Arquitetura no Brasil. Em um contexto no qual o acesso feminino às escolas técnicas ainda era restrito, sua formação representou ruptura e avanço institucional. Sua presença abriu caminhos para gerações seguintes e consolidou a inserção feminina na profissão em um momento decisivo da arquitetura moderna brasileira.
2) Patricia Anastassiadis
Arquiteta formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e fundadora do escritório Anastassiadis Arquitetos, com sede em São Paulo, Patricia também atua como designer de interiores e de produto. Seu trabalho se destaca pela combinação entre referências clássicas e soluções contemporâneas, desenvolvendo projetos residenciais e comerciais que equilibram elegância, funcionalidade e identidade autoral.
3) Renata Tilli
À frente do escritório que leva seu nome, Renata representa a terceira geração de uma família dedicada ao cultivo de plantas, à recuperação e à preservação da floresta aquática e paisagística. Especializada em botânica e horticultura, desenvolve jardins privados que respeitam a essência local, além de projetos voltados à reconstrução e redescoberta de fazendas cafeeiras centenárias, integrando memória, natureza e contemporaneidade.
4) Janete Costa
Arquiteta e designer de interiores pernambucana (1932–2008), destacou-se por unir arte popular brasileira ao design moderno. Foi pioneira na valorização da cultura popular na arquitetura de interiores, criando ambientes sofisticados que integravam elementos artesanais e materiais rústicos ao mobiliário contemporâneo. No Museu do Homem do Nordeste, participou da concepção dos espaços internos para dar visibilidade à cultura nordestina. Também atuou no Centro de Arte Popular Cemig, promovendo a interação entre arte popular e arquitetura. Com mais de 3 mil projetos realizados, seu legado permanece vivo no Museu Janete Costa de Arte Popular, dedicado à sua trajetória e à valorização da arte popular brasileira.
5) Claudia Issa
Designer formada em Artes Plásticas e com trajetória anterior no design gráfico, Claudia Issa define seu trabalho a partir de “argila, água, obsessão e suor”. Seu processo criativo não é previsível nem linear; parte da experimentação e da busca constante pelo novo. Influenciada pelo manifesto antropofágico de Oswald de Andrade, afirma “devorar” vivências do mundo para criar uma linguagem própria, contemporânea e expressiva. Para ela, ser original é fundamental: ter voz própria e tocar as pessoas de uma maneira inédita.
Ao reconhecer a contribuição dessas mulheres, reforçamos que a equidade não é apenas uma pauta social, mas também um diferencial estratégico. Empresas que valorizam a diversidade constroem ambientes mais inovadores, colaborativos e sustentáveis. Nesse contexto, a Quadra Realty entende a presença feminina como elemento essencial para um ambiente de trabalho mais justo, plural e produtivo. Incentivar a liderança, reconhecer talentos e promover igualdade de oportunidades são atitudes que fortalecem a cultura organizacional e os resultados e o impacto positivo na sociedade.
